O mercado imobiliário no entorno de Brasília atrai atenção das incorporadoras e urbanizadoras. Com um dos metros quadrados mais baixos da região, Águas Lindas de Goiás se destaca pelo crescimento da demanda por moradias


Jardim do Éden, Águas Lindas de Goiás

Águas Lindas de Goiás integra o hall de cidades fora dos grandes centros urbanos que passaram a receber investimentos do setor imobiliário. A cidade, que está a 45 quilômetros de Brasília, é uma das que mais cresce entre aquelas que estão no entorno do Distrito Federal. Para se ter uma ideia, atualmente a cidade possui 212 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE para o ano de 2019. Esse quantitativo é resultado da chegada de mais 53 mil habitantes, só na última década.

A busca pela casa própria que caiba no bolso é um dos principais motivos para o crescimento acelerado da cidade. Muitas pessoas que trabalham em Brasília, encontram em Águas Lindas de Goiás, a opção de moradia. Esse é o caso do porteiro Francisco Medeiros, que trabalha em um condomínio no DF e mora na cidade. “Eu escolhi morar em Águas Lindas porque os valores de aluguel e de imóvel são bem mais baixos do que em outras localidades. Hoje, eu ainda pago aluguel, mas já consegui comprar um lote, aqui no Jardim do Éden e é nele que vou construir meu cantinho. Só aqui eu pude realizar meu sonho da casa própria”.

Francisco comenta que apesar da distância entre Águas Lindas de Goiás e Brasília, o percurso da casa dele até o trabalho não se tornou um problema. O deslocamento é feito em pouco tempo graças a uma rodovia duplicada que interliga as duas cidades. “Nem parece que estou longe do meu trabalho, por conta da rodovia em bom estado e ainda por ser duplicada, eu consigo chegar muito rápido lá. Normalmente, chego ao plano piloto em uma hora.”, explica o porteiro.

Para se ter uma noção de valores, segundo o Relatório de Mercado do Distrito Federal, de novembro de 2020, resultado de uma pesquisa realizada pelo ImovelWeb Index, o preço médio do metro quadrado de imóveis variou, nas cidades satélites, de R$ 2.785,00, em Santa Maria, a R$ 8.824,00, registrado no Setor Industrial. Esses valores são referentes a apartamentos padrões de 65 m², tipo de unidade habitacional escolhida para compor a análise.

Em Águas Lindas de Goiás, o valor médio do metro quadrado desse tipo de apartamento não ultrapassou os R$ 2.076. Além disso, por ter áreas disponíveis para o desenvolvimento de bairros - diferentemente das cidades satélites - é possível realizar o sonho da casa própria por meio da aquisição do lote, que custa muito menos. O valor médio do m² de lotes na cidade é de R$ 275. “Muita gente opta pela compra de um terreno porque pode construir a moradia delas no tempo e do jeito que elas querem”, explica Rodrigo, empreendedor que está implantando o Jardim do Éden, o primeiro bairro planejado da cidade.

Por outro lado, o sentimento de pertencimento dos moradores à cidade tem feito com que ela deixe de ser apenas uma uma cidade-dormitório para se tornar o lugar para se construir a vida. “Paralelamente, a cidade está se consolidando no setor de serviços, ampliando a oferta de empregos. Equipamentos públicos como praças, postos de saúde e escolas têm contribuído para a melhoria da qualidade de vida aqui”, diz o empreendedor. Reflexo disso é que, de 2019 para 2020, o metro quadrado na cidade teve uma valorização de 30%, segundo estudos da urbanizadora. E mesmo com a valorização, a cidade continua ainda tendo um dos metros quadrados mais baixos do entorno.

 Rodrigo Lima, sócio empreendedor que está implementando o Jardim do Éden.
 
Justamente para contribuir com o planejamento da cidade que foi lançado o loteamento Jardim do Éden. O bairro planejado irá ocupar um vazio urbano da cidade e terá a capacidade de receber 1000 famílias, quando as quatro etapas do empreendimento forem concluídas. “Na cidade será o primeiro residencial com infraestrutura completa: água encanada, rede elétrica, asfalto, praça, rede esgoto, galeria pluvial e asfalto. Quando levamos esses projetos a essas cidades, não cumprimos apenas os sonhos desses moradores, mas contribuímos para o desenvolvimento das cidades do interior”, diz ele.