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A cidade japonesa de Hamamatsu, localizada na região litorânea do Japão, é conhecida como a "mais brasileira" do país, abrigando cerca de 10 mil brasileiros. Escolhida como uma das bases de treinamento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em função da proximidade com a capital, Tóquio, a cidade deve hospedar delegações olímpicas brasileiras ao longo do evento. Toda essa movimentação está animando uma escola de Hamamatsu em que a maioria dos estudantes já declarou torcida para o Brasil nessas Olimpíadas. 

Dos 260 alunos que o Colégio Mundo de Alegria possui, cerca de 250 são descendentes de brasileiros. Com uma relação estreita com o Brasil - a escola é conveniada ao Sistema Positivo de Ensino -, é uma das maiores escolas brasileiras do Japão. O colégio ministra aulas no idioma japonês e português, preparando os alunos tanto para o retorno ao Brasil, quanto para continuarem os estudos no Japão. A diretora geral, Masami Matsumoto, que é japonesa, afirma que o colégio faz questão de manter viva a identidade brasileira dos alunos e um evento como os Jogos Olímpicos é uma ótima oportunidade para trabalhar essa questão. "A espera pelos jogos olímpicos foi um pouco maior do que o imaginado, mas sem dúvidas a animação e a vontade de torcer não diminuíram", afirma Masami. 

A escola recebeu a visita dos mascotes olímpicos Ginga (do Brasil) e Ieyasu Kun (da cidade de Hamamatsu). O Cônsul-Geral do Brasil em Hamamatsu, Aldemo Serafim Garcia Júnior, também estava presente. Os alunos aproveitaram e ofereceram aos visitantes uma apresentação de Wadaiko, em que tocaram o taikô (tambor japonês) com uma música especialmente feita para o Brasil. "Com certeza, essa interação fez crescer, ainda mais, nos nossos alunos a vontade de torcer para o Brasil", reforça a diretora.

A relação da escola com as Olimpíadas começou em 2017, quando receberam pela primeira vez as equipes masculina e feminina de Judô da Seleção Brasileira. Os alunos se entusiasmaram tanto que, em 2018 e 2019, a delegação brasileira visitou novamente a escola. Em 2019, os alunos prepararam também uma apresentação de coral especialmente para os atletas paralímpicos brasileiros que visitaram Hamamatsu e a escola. Tudo isso fez com que as crianças e adolescentes começassem a aguardar ansiosos pela realização dos jogos. 

Aluna do 3º ano do Fundamental, Nurihan Ochimura Teixeira, 8 anos, afirma com convicção que vai torcer pelo Brasil. "Eu cresci lá e minha família inteira vive no Brasil, sempre torcemos para eles. Desejo que os atletas brasileiros tenham muita força de vontade para conseguir vencer essas olimpíadas, estamos todos torcendo por eles", vibra a estudante.

A ansiedade de Marcos Yamashita, de 15 anos, é ainda maior. Ele é um dos dois alunos da escola que terão o privilégio de participar da cerimônia em que será acesa a Tocha Paralímpica, dia 16 de agosto, na cidade de Hamamatsu. "Em agosto, atuarei como voluntário durante a aclimatação para os jogos paralímpicos. Estou muito feliz por poder participar desse evento e mal posso esperar por essa chance. Certamente essa experiência será memorável, já que é uma grande oportunidade para mim, pois quando as Olimpíadas foram realizadas em meu país de origem (Brasil), não pude estar lá para ajudar nem torcer. Estamos torcendo fervorosamente por nosso Brasil e vamos acompanhar as transmissões dos jogos", acrescenta o jovem.



Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.