Metrô do DF divulga campanha Não é brincadeira, é crime! para proteger crianças e adolescentes da violência

 

Foto: Ana Carolina/Setur-DF

Uma nova campanha lançada nesta quarta-feira (24) busca sensibilizar e informar os usuários do metrô do Distrito Federal sobre a gravidade da violência contra crianças e adolescentes. A iniciativa é da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), em parceria com o Metrô-DF e o Instituto Inside Brasil, e faz parte do projeto Não é brincadeira, é crime!

A campanha vai ocupar todas as estações de metrô, com adesivos nos trens, cartazes e banners, além de estandes de divulgação, conscientização e apoio em locais estratégicos, como Central, Galeria dos Estados, Águas Claras, Praça do Relógio, Samambaia Terminal e Centro Ceilândia, e no Centro de Atendimento ao Turista Casa de Chá. Nos hotéis, totens de sensibilização serão instalados para os turistas. A expectativa é de que cerca de 30 mil usuários do metrô e 130 mil pessoas sejam alcançados diretamente pelas ações de prevenção da violência contra crianças e adolescentes.

O projeto foi apresentado na manhã desta quarta-feira (24), na Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes, com a presença de representantes da Polícia Civil, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros. A Secretária Executiva da Setur-DF, Karine Câmara, representou o secretário Cristiano Araújo e destacou a importância do projeto para o combate ao crime na capital.

“Tenho certeza de que somente juntos nós podemos atuar e ser sensíveis aos números tão gritantes de crianças que sofrem abuso no Brasil. Nosso principal objetivo é fazer um turismo sem crime e ter uma cidade que não aceite que esses criminosos atuem. Vamos mobilizar todo o setor”, afirmou Karine.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre os 204 milhões de crianças com menos de 18 anos, 9,6% enfrentam exploração sexual, 22,9% são alvo de abuso físico e 29,1% sofrem danos emocionais. Os dados mostram que a cada 24 horas, 320 crianças e adolescentes são vítimas de exploração sexual no Brasil. No entanto, é importante ressaltar que esse número pode ser ainda maior, pois apenas sete em cada cem casos são oficialmente denunciados. O estudo também revela que 75% das vítimas são do sexo feminino, sendo a maioria delas de origem negra.

A comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Mônica Miranda, reconheceu a importância do apoio ao projeto. “O Corpo de Bombeiros está envolvido nessa pauta no que for necessário. Estamos aqui, inclusive, com o material necessário para distribuir nas nossas escolas e realizar esse trabalho com as crianças, pois é importante promover a mudança de cultura”, garantiu a comandante. A delegada Gisele Carvalho representou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. “Esse é um tema de extrema relevância, é preciso conscientizar a todos sobre a importância de denunciar, orientar as crianças sobre o perigo. Estaremos à disposição”, concluiu a delegada.



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