O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Goiás (Icei Goiás), calculado mensalmente pela área técnica da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), encerrou dezembro em 41,3 pontos, abaixo da marca de 50 pontos que separa otimismo de pessimismo empresarial. Na comparação com novembro, o indicador apresentou recuo de 2,4 pontos, refletindo um ambiente de maior cautela entre os setores produtivos do Estado.
A perda de confiança foi influenciada, sobretudo, pela piora na avaliação das condições atuais, que caíram para 36,7 pontos, o menor nível registrado ao longo de 2025. O resultado indica um cenário mais adverso no dia a dia das empresas, com pressão sobre custos, demanda enfraquecida e desempenho operacional abaixo do esperado.
As expectativas dos empresários para os próximos meses também recuaram em dezembro, atingindo 43,6 pontos. Embora esse componente permaneça acima do indicador de condições, o dado revela que o ceticismo em relação ao curto prazo passou a acompanhar a avaliação negativa do cenário atual. Ao longo do ano, as expectativas chegaram a superar a linha de 50 pontos, mas perderam força à medida que o ambiente econômico se deteriorou.
Para Cláudio Henrique Oliveira, assessor econômico da Fieg, a retração do Icei Goiás reflete um conjunto de fatores que afetam a confiança do empresariado. “O resultado de dezembro traduz preocupações com o comportamento da demanda, custos financeiros elevados e incertezas quanto ao ritmo da atividade industrial no início de 2026”, avalia.
Segundo ele, apesar do cenário menos favorável, há diferenças relevantes entre os segmentos industriais. “Alguns setores ainda projetam melhora gradual, enquanto outros adotam postura mais prudente em relação a investimentos, contratações e formação de estoques”, acrescenta.
CONTEXTO NACIONAL
No cenário nacional, os dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), apurado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que 22 dos 29 setores industriais fecharam dezembro de 2025 em situação de falta de confiança. Apenas sete setores registraram índices acima da linha de 50 pontos.
Entre os setores mais confiantes no País destacaram-se farmoquímicos e farmacêuticos (56,9 pontos), extração de minerais não metálicos (53,9), impressão e reprodução (52,9) e bebidas (51,9). Já entre os menos confiantes figuram couros e artefatos de couro (43,0), biocombustíveis (44,2), têxteis (45,0) e metalurgia (45,2).
O levantamento da CNI também aponta diferenças regionais. Nordeste e Centro-Oeste permaneceram acima da linha de 50 pontos em dezembro, enquanto Sudeste e Sul mantiveram indicadores abaixo desse patamar ao longo de todo o ano, sinalizando avaliação menos favorável entre os empresários industriais dessas regiões.
Tags:
Brasil



