
Advogado previdenciário Ubiratãn Dias alerta para aumento da idade mínima e da pontuação nas regras de transição
A aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficará mais difícil a partir de 1º de janeiro de 2026, em razão do avanço das regras de transição da Reforma da Previdência. As mudanças elevam, de forma progressiva, a idade mínima e a pontuação exigida para trabalhadores que ainda não cumpriram todos os requisitos para se aposentar, impactando diretamente quem está próximo de solicitar o benefício.
De acordo com o advogado previdenciário Ubiratãn Dias, as novas exigências podem frustrar o planejamento de muitos segurados. “As regras de transição continuam avançando ano a ano, o que significa que quem não fechou os requisitos até 2025 precisará trabalhar por mais tempo para alcançar a aposentadoria em 2026”, explica.
O que muda nas regras do INSS em 2026
Entre as principais alterações previstas para o próximo ano estão:
- Idade mínima progressiva: passa a ser de 64 anos e seis meses para homens e 59 anos e seis meses para mulheres, além do tempo mínimo de contribuição de 35 anos para homens e 30 para mulheres;
- Regra dos pontos: a soma da idade com o tempo de contribuição sobe para 103 pontos para homens e 93 pontos para mulheres, conforme o cronograma da reforma.
Segundo Ubiratãn Dias, essas mudanças exigem atenção imediata dos trabalhadores. “Muitas pessoas acreditam que falta pouco para se aposentar, mas acabam sendo surpreendidas com a elevação da idade ou da pontuação. Em alguns casos, poucos meses fazem toda a diferença”, destaca.
O especialista reforça que o segurado deve analisar com cuidado qual regra é mais vantajosa. “Existem diferentes modalidades de aposentadoria e nem sempre a primeira opção é a melhor. Um erro comum é pedir o benefício assim que atinge o mínimo, sem avaliar se esperar um pouco mais pode resultar em um valor maior”, alerta. Dias também ressalta a importância do direito adquirido. “Quem completou todos os requisitos até 2025 mantém o direito às regras antigas, mesmo que solicite a aposentadoria apenas em 2026. Esse é um ponto fundamental que muitos desconhecem.”
Orientação ao segurado
Diante das mudanças, especialistas recomendam que os trabalhadores consultem o Meu INSS, confiram o histórico de contribuições e busquem orientação previdenciária antes de tomar qualquer decisão. “Planejamento previdenciário deixou de ser opção e passou a ser necessidade”, conclui o advogado.



