Carnaval 2026: especialista alerta para doenças bucais transmitidas pelo beijo

 

Contato próximo e troca de saliva aumentam o risco de infecções comuns nesta época do ano


Beijos, abraços, multidões e muita animação fazem parte do carnaval, mas a proximidade intensa entre as pessoas também exige atenção com a saúde bucal. Durante o período de folia, o risco de transmissão de doenças aumenta, principalmente por meio do beijo, que facilita a troca de saliva e de micro-organismos.


De acordo com a cirurgiã-dentista Dra. Anna Karolina Ximenes, da IGM Odontologia para Família, o carnaval reúne fatores que favorecem a disseminação de vírus, bactérias e fungos. “É um período de muita aglomeração, contato físico frequente e, muitas vezes, queda nos cuidados com a higiene. Tudo isso cria um ambiente propício para a transmissão de doenças pela boca”, alerta.


Entre as principais infecções está a mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo. Causada pelo vírus Epstein-Barr, ela pode provocar febre, fadiga intensa, dor de garganta e inchaço dos gânglios linfáticos. “Muitas pessoas não percebem que o beijo é a principal forma de transmissão da mononucleose e acabam só procurando ajuda quando os sintomas já estão mais intensos”, explica a especialista.


Outro problema bastante comum nessa época é o herpes labial, uma infecção viral altamente contagiosa, caracterizada por bolhas dolorosas nos lábios e ao redor da boca. “Quando existem feridas ativas, o contato direto deve ser evitado. O vírus do herpes é facilmente transmitido e pode reaparecer em momentos de estresse e baixa imunidade, algo comum durante o carnaval”, ressalta a dentista.


A candidíase oral também merece atenção. A doença é causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida e pode gerar placas esbranquiçadas, ardência e desconforto. “Alterações na imunidade, noites mal dormidas e consumo excessivo de álcool podem favorecer o aparecimento da candidíase oral”, pontua Anna Karolina.


Além disso, gripes e resfriados podem ser transmitidos pela saliva, causando sintomas como febre, dores musculares, cansaço e secreção nasal. “O beijo e o compartilhamento de copos e garrafas são formas comuns de contágio, principalmente em ambientes lotados”, destaca.


Para curtir a folia com mais segurança, a Dra. Anna Karolina reforça cuidados simples. “Evitar beijar várias pessoas, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter a higiene das mãos são medidas básicas, mas extremamente eficazes para reduzir o risco de contaminação”, orienta.


O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também pode trazer impactos negativos para a boca. “O álcool reduz a produção de saliva, que é uma proteção natural da cavidade oral. Com menos saliva, a boca fica mais suscetível a cáries, gengivite e infecções”, explica. Segundo ela, bebidas açucaradas favorecem o acúmulo de placa bacteriana, enquanto as opções cítricas podem causar desgaste no esmalte dentário.


Para minimizar esses efeitos, a recomendação é clara. “Intercalar bebida alcoólica com água, enxaguar a boca sempre que possível e não abrir mão da escovação antes de dormir fazem muita diferença”, afirma.


Mesmo em meio à agitação do carnaval, manter a rotina de higiene bucal é fundamental. “Escovar os dentes, usar fio dental e procurar o dentista após o período de festas ajudam a prevenir problemas e a identificar qualquer alteração logo no início”, orienta.


“Dá, sim, para aproveitar o carnaval sem descuidar da saúde bucal. Informação e pequenos cuidados garantem uma folia mais segura e sem prejuízos depois”, finaliza a Dra. Anna Karolina Ximenes, da IGM Odontologia para Família.


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