Analista de mercado imobiliário Daniel Claudino aponta que trabalhadores podem potencializar benefícios das recentes atualizações no teto do FGTS e na modalidade "FGTS Futuro" para reduzir saldo devedor e juros
As recentes atualizações nas regras do FGTS, que elevaram o teto para financiamento imobiliário para R$ 2,25 milhões e ampliaram o percentual máximo de financiamento para 80% do valor do imóvel, abrem novas possibilidades para os trabalhadores. Em 2026, com a expectativa de queda gradual da taxa Selic, especialistas recomendam uma estratégia financeira inteligente: utilizar a antecipação do décimo terceiro salário para abater parcelas de financiamentos imobiliários.
O analista de mercado imobiliário Daniel Claudino explica que a combinação das novas regras com o planejamento financeiro pessoal pode gerar economia significativa. "Com o novo teto do FGTS, mais famílias podem usar o fundo para amortizar o saldo devedor. Se o trabalhador antecipar parte do décimo terceiro e destinar esse valor para abater parcelas do financiamento, ele reduz o montante principal sobre o qual incidem os juros. Em um cenário de juros ainda altos, mas com tendência de queda, essa é uma estratégia poderosa", afirma Claudino.
Com a projeção de que cada queda de 1 ponto percentual na Selic pode recolocar cerca de 160 mil famílias em condições de financiar um imóvel, segundo dados da ABRAINC, a orientação do analista é clara: "Quem já tem financiamento deve usar o décimo terceiro para abater dívida. Quem está planejando comprar, pode usar a antecipação para aumentar a entrada e garantir condições melhores. O momento é de planejamento e ação estratégica."
Em 2026, com o mercado imobiliário em fase de retomada e crédito mais acessível, a recomendação de especialistas como Daniel Claudino aponta para o uso consciente dos recursos extras, como o décimo terceiro, aliado às novas regras do FGTS, como caminho para conquistar ou quitar o imóvel próprio com mais vantagens.



