Danúbio Remy alerta: falhas na prestação de contas podem tornar candidatos inelegíveis



Especialista explica que erros considerados simples têm levado à rejeição de contas e consequências graves na Justiça Eleitoral


A prestação de contas de campanha, muitas vezes tratada como uma etapa burocrática, tem se tornado um dos principais fatores de risco para candidatos em todo o país. Falhas que parecem pequenas podem resultar na rejeição das contas e até na inelegibilidade.


De acordo com o advogado Danúbio Remy, mestre em Direito Público Eleitoral, o problema está na falsa sensação de simplicidade do processo. “Muitos candidatos deixam a prestação de contas em segundo plano ou confiam exclusivamente na parte operacional, sem acompanhamento jurídico. É aí que surgem os erros que podem comprometer toda a candidatura”, explica.


Entre as irregularidades mais comuns estão a omissão de despesas, inconsistências nos valores declarados e o recebimento de recursos de origem não identificada. Situações como essas costumam ser interpretadas com rigor pela Justiça Eleitoral, especialmente quando afetam a transparência do processo.


Outro ponto de atenção é o cumprimento de prazos. A entrega fora do período estabelecido ou a apresentação incompleta das informações pode agravar a situação do candidato, dificultando a regularização posterior.


Segundo Remy, a análise da Justiça Eleitoral tem se tornado cada vez mais técnica e detalhada. “Hoje existe um cruzamento de dados muito eficiente. Informações bancárias, fiscais e registros digitais são confrontados, o que reduz significativamente a margem para erros ou omissões”, pontua.


O especialista reforça que a prevenção é o melhor caminho. “A prestação de contas não deve ser vista como uma formalidade, mas como parte essencial da campanha. Um erro nessa fase pode ter impacto direto no futuro político do candidato”, conclui.


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