Transporte do Entorno entra na conta e DF admite aporte de R$ 80 milhões
A governadora do Distrito Federal, , detalhou no sábado (11) a estratégia financeira para viabilizar melhorias no transporte público do Entorno, reconhecendo o peso crescente dos subsídios no sistema e a necessidade de divisão de custos entre os entes federativos.
Durante entrevista ao podcast Vozes da Comunidade, a chefe do Executivo explicou que já há sinalização para um aporte de R$ 80 milhões por parte do Distrito Federal como parte de um modelo tripartite de financiamento. A proposta prevê que União, Goiás e DF contribuam igualmente para garantir a operação e modernização do sistema, especialmente com a renovação da frota e manutenção de tarifas mais acessíveis.
“Quando a pessoa paga a passagem, ela precisa entender que o governo já está bancando uma parte significativa desse valor”, afirmou. Segundo Celina, o congelamento das tarifas nos últimos governos aumentou a pressão sobre os cofres públicos, tornando o subsídio uma peça central da política de mobilidade.
A governadora ressaltou que a chamada “engenharia financeira” busca equilibrar três pontos sensíveis: evitar aumento de tarifa, garantir qualidade no serviço e viabilizar a entrada de novos ônibus. Para isso, o subsídio público passa a ser indispensável.
O modelo em discussão reforça a dependência de articulação entre os governos para resolver um problema histórico do Entorno, onde milhares de passageiros enfrentam diariamente transporte precário e caro. A expectativa é que, com a formalização dos aportes, o sistema ganhe estabilidade e previsibilidade.
A proposta ainda depende de alinhamento final entre os entes envolvidos, mas, na prática, o recado foi dado: sem dinheiro público, o transporte simplesmente não fecha a conta — e quem paga, no fim, é sempre o passageiro.
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