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Dia dos Namorados reforça a importância das relações para a saúde do coração

 

Mais do que afeto, vínculos sociais também são uma forma de cuidado (Foto: Freepil)

Especialista explica como solidão, isolamento social e estresse influenciam a saúde e a qualidade de vida

O Dia dos Namorados costuma ser associado ao amor e ao companheirismo. Mas os benefícios das conexões humanas podem ir além da vida afetiva. Estudos apontam que vínculos sociais e uma rede de apoio consistente também influenciam a saúde do coração.

 

Segundo um dos coordenadores da Cardiologia do Hospital Anchieta, Edson D’Ávila, a relação entre saúde emocional e saúde cardiovascular é cada vez mais reconhecida pela medicina.

 

“Hoje sabemos que fatores emocionais e sociais exercem impacto importante sobre a saúde. A solidão, o isolamento social e o estresse podem aumentar o risco de adoecimento por diferentes mecanismos biológicos e comportamentais”, afirma.

 

O impacto da solidão na saúde

Pesquisas internacionais apontam que pessoas que vivem em situação de isolamento social ou relatam sentimentos persistentes de solidão apresentam maior risco de doença coronariana e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Uma das explicações está na ativação contínua dos mecanismos relacionados ao estresse. Esse processo pode favorecer alterações hormonais, aumento da pressão arterial, piora da qualidade do sono e processos inflamatórios que afetam o organismo ao longo do tempo.

 

Além disso, pessoas socialmente isoladas tendem a apresentar mais dificuldades para manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente, aderir aos tratamentos e procurar assistência médica quando necessário.

 

Conexões que ajudam a proteger

Se a solidão pode representar um fator de risco, os relacionamentos saudáveis podem exercer o efeito oposto. Familiares, amigos e parceiros costumam desempenhar um papel importante no incentivo ao autocuidado e na manutenção de hábitos benéficos à saúde.

 

Pessoas que contam com uma rede de apoio tendem a aderir melhor às consultas, aos medicamentos e às mudanças de estilo de vida. Além disso, relações de confiança ajudam a reduzir a resposta ao estresse e oferecem suporte em momentos de maior vulnerabilidade.

 

O especialista ressalta que a prevenção cardiovascular moderna vai além dos fatores tradicionais. Para ele, cuidar da saúde emocional, preservar vínculos sociais, combater o isolamento e buscar tratamento para ansiedade e depressão quando necessário também fazem parte da proteção do coração.

 

“O cuidado cardiovascular não se resume ao controle do colesterol, da pressão arterial ou da glicose. Sono adequado, bem-estar emocional e conexões sociais saudáveis também são componentes importantes para uma vida mais longa e com mais qualidade”, finaliza Edson D’Ávila.

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