![]() |
| Foto: Magnific |
No
Agosto Branco, pneumologista reforça a importância do rastreamento e do
diagnóstico precoce para pessoas com histórico de tabagismo
Parar
de fumar é a medida mais importante para reduzir o risco de câncer de pulmão.
Mas abandonar o cigarro não significa eliminar completamente a possibilidade de
desenvolver a doença. Dependendo do histórico de tabagismo, ex-fumantes
continuam fazendo parte do grupo de risco e podem precisar de acompanhamento e
rastreamento.
O
alerta ganha ainda mais relevância durante o Agosto Branco, campanha de
conscientização sobre o câncer de pulmão. A iniciativa busca ampliar o
conhecimento da população sobre prevenção, diagnóstico precoce e a importância
do rastreamento entre pessoas com maior risco para a doença.
Os
números mostram a dimensão do problema. Segundo a Agência Internacional para
Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), o
câncer de pulmão provocou cerca de 1,8 milhão de mortes em todo o mundo em
2022.
No
Brasil, estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam
aproximadamente 35.380 novos casos por ano no triênio 2026-2028, reforçando a
necessidade de ampliar as ações de prevenção e diagnóstico precoce.
De
acordo com a pneumologista do Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia, Luciany
Victor de Andrade, o risco diminui após a interrupção do tabagismo, mas
permanece elevado por vários anos, especialmente em pessoas que fumaram por
longos períodos.
"Quem
deixou de fumar há menos de 15 anos e possui carga tabágica significativa ainda
pode ser candidato ao rastreamento com tomografia computadorizada de baixa
dose. Além disso, é importante manter acompanhamento médico e procurar
avaliação diante de sintomas respiratórios persistentes", ressalta Luciany
Victor de Andrade.
Rastreamento
pode salvar vidas
A
tomografia computadorizada de baixa dose é indicada para pessoas com maior
risco de desenvolver câncer de pulmão, principalmente adultos entre 50 e 80
anos com histórico importante de tabagismo. O exame utiliza uma quantidade
reduzida de radiação e permite identificar pequenos nódulos pulmonares antes do
surgimento dos sintomas.
Quando
a doença é descoberta nas fases iniciais, as chances de tratamento curativo
aumentam significativamente. Além disso, o paciente pode ser submetido a
terapias menos agressivas, preservando melhor a função pulmonar e a qualidade
de vida.
Sintomas
não devem ser ignorados
Embora
muitos tumores não provoquem sinais no início, sintomas como tosse persistente
por mais de três semanas, falta de ar, dor no peito, perda de peso sem causa
aparente e tosse com sangue devem ser investigados, principalmente em pessoas
com histórico de tabagismo.
"O câncer de pulmão pode ser prevenido e, quando identificado precocemente, tem muito mais chances de cura. Parar de fumar continua sendo a principal forma de prevenção, mas conversar com o médico sobre a necessidade do rastreamento também pode fazer toda a diferença", orienta Luciany Victor de Andrade.


.gif)

