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Policlínica alerta para a importância da vacina BCG e orienta sobre reações alérgicas

 Imunizante protege contra formas graves da tuberculose e pode causar reações locais esperadas, que não devem ser confundidas com alergias

Vacina BCG é aplicada preferencialmente nas primeiras horas de vida e desempenha papel fundamental na prevenção de formas graves da tuberculose. (Foto: Divulgação/IMED) 
 

A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa reforça a importância da vacinação com a BCG como uma das principais medidas de prevenção contra as formas graves da tuberculose. No Brasil, a vacina BCG integra o Calendário Nacional de Vacinação e é aplicada preferencialmente nas primeiras horas de vida, protegendo crianças contra formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. Além de incentivar a imunização, a unidade esclarece dúvidas frequentes da população sobre as reações esperadas após a aplicação da vacina e orienta sobre como diferenciar essas manifestações de quadros alérgicos, que são raros.

Após a aplicação da vacina, é comum que surja uma pequena lesão no local da injeção. Inicialmente, pode aparecer uma pequena pápula avermelhada que evolui para uma ferida superficial, formando posteriormente uma crosta até resultar em uma pequena cicatriz. Essa evolução é considerada normal e demonstra a resposta esperada do organismo ao imunizante.

Segundo o médico infectologista da Policlínica, Dr. Wanderson Sant'Ana, muitas pessoas confundem essa reação natural com um quadro de alergia. "A lesão provocada pela BCG faz parte do processo esperado de imunização. Vermelhidão discreta, pequena secreção e a formação da cicatriz são respostas normais do organismo e não significam que a criança tenha desenvolvido alergia à vacina", explica.

As reações alérgicas relacionadas à BCG são consideradas raras. Entretanto, caso a criança apresente sinais como dificuldade para respirar, inchaço intenso, urticária generalizada ou febre persistente associada a outros sintomas importantes, é fundamental procurar atendimento médico para avaliação.

O infectologista destaca ainda que os pais ou responsáveis não devem manipular a lesão nem utilizar pomadas, curativos ou medicamentos sem orientação profissional. "O ideal é manter o local limpo e seco, evitando qualquer intervenção que possa dificultar a cicatrização. A maioria dos casos evolui espontaneamente, sem necessidade de tratamento específico", orienta.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e o Ministério da Saúde reforçam que a BCG integra o Calendário Nacional de Vacinação e é fundamental para reduzir o risco de complicações graves causadas pela tuberculose. A manutenção da vacinação em dia continua sendo uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde infantil e prevenir doenças imunopreveníveis.

Em caso de dúvidas sobre vacinas, reações após a aplicação ou atualização da caderneta de vacinação, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e buscar orientação de um profissional habilitado. Informação de qualidade e acompanhamento adequado são essenciais para garantir uma imunização segura e eficaz.



 

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