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Dor e inchaço em uma das pernas podem ser sinais de trombose

 

Foto: Magnific

Cirurgião vascular explica quem tem maior risco, quais sinais merecem atenção e como prevenir a doença

 

A trombose acontece quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e dificulta a circulação do sangue. Na maioria dos casos, ela ocorre nas pernas. O problema pode se tornar grave se esse coágulo se soltar e chegar aos pulmões, causando uma embolia pulmonar, que pode colocar a vida em risco.

 

Neste 16 de setembro, Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, o cirurgião vascular do Hospital Anchieta, Carlos Schüler, alerta para a importância de reconhecer os sinais e saber como reduzir os riscos.

 

“Cerca de 80% dos casos de trombose acontecem nos vasos das pernas. A principal preocupação é quando o coágulo se desloca até os pulmões e causa uma embolia pulmonar, que pode ser fatal”, explica o médico.

 

Dor persistente e inchaço em apenas uma das pernas estão entre os principais sinais de alerta. Se uma perna ficar visivelmente mais inchada que a outra, é importante procurar atendimento médico. Sem o tratamento adequado, a trombose também pode deixar consequências, como inchaço persistente, mudanças na cor da pele, varizes e feridas.

 

Quem tem maior risco?

 

Algumas situações aumentam o risco de trombose. Entre elas estão ficar muito tempo sem se movimentar, permanecer acamado, passar por cirurgias recentes, estar em tratamento contra o câncer ou ter histórico pessoal ou familiar de trombose.

 

Viagens longas também exigem atenção. Passar muitas horas sentado e não beber água suficiente pode prejudicar a circulação e favorecer a formação de coágulos.


Nas mulheres, a gestação e o período após o parto também aumentam o risco. O uso de anticoncepcionais pode ser outro fator, principalmente os que combinam estrogênio e progesterona.

 

“Durante a gravidez e após o parto, o risco de trombose venosa pode ser até 20 vezes maior. Os anticoncepcionais são medicamentos seguros, mas alguns também podem aumentar esse risco, especialmente os que combinam estrogênio e progesterona”, explica Carlos Schüler.

 

Como prevenir?

 

Após cirurgias prolongadas, algumas medidas podem ajudar a prevenir a trombose, como usar meias elásticas, voltar a se movimentar assim que houver liberação médica, fazer fisioterapia e, quando indicado pelo médico, usar medicamentos anticoagulantes.

 

Obesidade e tabagismo também estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da trombose. Além disso, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente são cuidados importantes para a saúde e ajudam na prevenção.

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