Em um passado não muito distante a dobradinha era ao contrario, Marcelo Melo estando como uma das principais fontes de captação de recursos no governo federal, em um mandato em defesa de Luziânia e o hoje deputado Célio Silveira como prefeito

Foto: Luis Fernando.

Após as eleições de 2016 a dobradinha pode voltar tendo em Célio da Silveira como forte ponto de apoio de Luziânia no congresso nacional e Marcelo Melo como prefeita da cidade mais importante do Entorno de Brasília.

 Há pouco mais de um ano para o início das campanhas eleitorais, a política de Luziânia já se desenha tendo como pano de fundo o candidato a reeleição Cristóvão Tormin (PSD) e como candidato da oposição o ainda peemedebista Marcelo Melo. No mato sem cachorro surge o governador Marconi Perillo (PSDB). Pelo andar da carruagem, Marconi não deverá apoiar Marcelo e muito menos Cristóvão. A razão pela qual o tucano quer manter distância dos dois é fácil de explicar: na eleição de 2010, Marcelo Melo foi candidato a vice-governador na chapa de Íris Rezende (PMDB), numa disputa acirrada vencida por Perillo.


O tempo passou, mas não conseguiu aparar as arestas produzidas durante o pleito. Com relação a Tormin, dois fatos estariam servindo de barreira para impedir que Marconi suba no palanque do prefeito. Uma seria a alta rejeição do pessedista e a outra barreira seria por conta da eleição de 2005. Naquele ano, Cristóvão não teria vestido totalmente a camisa de Marconi. Diante de tal impasse, corre-se o risco do governador ficar longe da campanha de Luziânia.


PONTUAL - Nossa reportagem conversou no dia 17 de julho com o deputado federal Célio Silveira (PSDB). Ele é o maior entusiasta da candidatura de Melo, por isso tem levado o nome de Marcelo por onde anda. “O Marcelo é o nosso candidato. Sei das dificuldades que o governador tem de apoiá-lo, mas o mesmo acontece com a reeleição do prefeito. O importante é que o nosso grupo apoie Marcelo. A eleição deste ano é pontual e quem irá decidí-la é o povo de Luziânia”, disse Dr. Célio acrescentando que respeita muito qualquer decisão que Marconi tomar.

O tucano afirmou ainda que Marcelo deixará o PMDB mas não irá para o PSDB. O destino dele deverá ser o PROS, onde se filiará com grande festa em agosto próximo. Nossa reportagem apurou que Marcelo Melo, além de grandes lideranças de Luziânia, contará com os apoios do vice-presidente da república Michel Temer (PMDB), do presidente do PROS Eurípedes Júnior e do empresário José Batista Júnior (Friboi).

Políticos experientes afirmam que a escolha do vice-prefeito é a última coisa que acontece em uma campanha. Mas tudo indica que a oposição em Luziânia está quebrando esta mística. Definido com Marcelo Melo para a cabeça de chapa, o grupo liderado pelo deputado federal Célio Silveira (PSDB) no início apontou para o presidente da câmara Télio Rodrigues, também tucano, como possível candidato a vice-prefeito. Mas recuou. Isso porque usou a calculadora e certificou que o Distrito do Ingá soma 40 mil eleitores, dos 113 existentes em todo o município. Daí a necessidade do vice vir de lá. “Temos excelentes nomes lá no Ingá, como os vereadores Chico da Antarctica e Diretora Ana Lúcia, mas acredito que neste caso pese a experiência”, disse um oposicionista.



Nossa reportagem procurou Marcos Cunha. No início ele achou prematuro falar sobre o assunto. Insistimos. “Não estou na política para brincar de ser político, por isso estou à disposição do grupo, mesmo sabendo que em nosso meio existem homens e mulheres com muita capacidade. Devo dizer que o fato do meu nome estar sendo lembrado para disputar a vice-prefeitura me deixa lisonjeado”, disse Marcos. Contudo, o nome do vereador mais votado nas últimas eleições municipais, Télio Rodrigues, não saiu de pauta. Ele é considerado entre os celistas um político moderado e que tem votos nos quatro cantos da cidade. “Não é só isso. O Télio é sério e comprometido com os problemas da população. É um nome que não está descartado”, disse Dr. Célio.

Fonte: Redação.