O estado de Goiás apresenta a terceira pior taxa de homicídio de mulheres no ano de 2013, ao lado de Alagoas, 8,6 por 100 mil mulheres, revelou o Mapa da Violência 2015, apresentado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos nesta segunda-feira (9/11)

Isso coloca o estado com o pior índice na região Centro- Oeste. A taxa de crescimento na década foi de 60,9% (2003-2013). No ano de 2003, Goiás apresentou um índice de 5,4 assassinatos por 100 mil mulheres.

Três municípios goianos estão entre as 50 cidades com mais de 10.000 habitantes do sexo feminino com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres por 100 mil. São eles Alexânia (2°), Planaltina (29°) e Luziânia (48°), todos da região do Entorno do Distrito Federal. O estudo aponta que, devido às variações em cada estado, fica difícil indicar uma tendência nacional e as oscilações devem ser estudadas a partir de circunstâncias locais.

O estado possui 17 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), sendo duas em Goiânia e uma nos seguintes municípios: Aparecida de Goiânia, Itumbiara, Catalão, Jataí, Trindade, Mineiros, Uruaçu, Valparaíso de Goiás, Luziânia, Anápolis, Caldas Novas, Águas Lindas de Goiás, Goianésia, Rio Verde e Porangatu. A Rede de Atendimento a Mulheres em Situação de Violência em Goiás também conta com uma Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, de atos Infracionais e de Proteção a Criança e ao Adolescente em Senador Canedo.

O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil utilizou como dados o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS). Para o cálculo das taxas nos estados, foram utilizados os Censos Demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as estimativas intercensitárias disponibilizadas pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATA-SUS).

Dados nacionais - Nesta edição, o Mapa da Violência focou a violência de gênero e revelou que, no Brasil, 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da OMS que avaliaram um grupo de 83 países.
Entre 2006, ano da promulgação da lei Maria da Penha e 2013, apenas em cinco Unidades da Federação foram registradas quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. A fonte básica para a análise dos homicídios no Brasil, em todos os Mapas da Violência até hoje elaborados, é o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).
O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil - utilizou como dados o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS). Para o cálculo das taxas nos estados, foram utilizados os Censos Demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as estimativas intercensitárias disponibilizadas pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATA-SUS).

Ativismo pelo fim da violência - A divulgação da pesquisa em novembro tem especial significação: início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ações da campanha do Secretário-Geral da ONU UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres e também o Dia Nacional da Consciência Negra.