Veterinária faz alerta referente ao descarte de máscaras

Especialista explica que material pode trazer riscos aos animais; confira dicas para se desfazer de forma segura do equipamento de proteção individual

Goiás, fevereiro de 2022 Desde o início da pandemia do coronavírus as máscaras se tornaram essenciais para a proteção da população, porém o seu descarte de maneira incorreta traz sérias consequências ao meio ambiente e para os animais. Dados do Instituto Akatu revelam que somente no Brasil foram descartadas mais de 12 bilhões de máscaras desde o início da pandemia e esse número deve subir ainda mais com o avanço da doença e a variante ômicron.

Juliana Martins, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, explica que o descarte irregular do item se tornou uma ameaça a milhares de animais, entre eles aves, peixes, cães e gatos. “Toda vez que ocorre o descarte incorreto na natureza, isso representa um corpo estranho que traz riscos aos animais. Isso é um problema que precisa ser combatido, pois causa a morte de milhares de espécies todos os anos”. A professora defende que é preciso realizar ações de conscientização. “A mudança necessária parte da conscientização da população, que deve ter conhecimento dos locais para o descarte apropriado, de forma que evite esse impacto negativo no ambiente”.

A coordenadora alerta que, além das máscaras, as luvas cirúrgicas de látex também podem afetar os animais, principalmente os marinhos, já que eles acabam ingerindo esses itens que são descartados de maneira errônea. “A ingestão de uma máscara ou outro equipamento de proteção individual pelos animais marinhos pode causar intoxicação”, explica Juliana. Outro problema é que eles podem acabar presos no elástico. “A locomoção fica comprometida com elásticos presos no corpo, o que pode gerar uma série de alterações no processo de alimentação e até mesmo, podendo causar asfixia, levando à morte. Dessa forma, é preciso muito cuidado e atenção no descarte de EPIs”.

Para auxiliar no correto descarte, a veterinária separou algumas dicas:

- Usar máscaras de tecido reutilizáveis, sempre que possível;

- Cortar as alças dos EPIs antes de reciclar para evitar que os animais fiquem emaranhados;

- Embalar os EPIs usados em um saco plástico, fechá-lo e jogá-lo em lixeiras próprias;

- Utilizar os materiais no prazo máximo orientado pelo fabricante;

- Cortar luvas descartáveis para evitar que os animais fiquem enroscados;

- Descartar os materiais no lixo de maneira correta.

 

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Fundada em 1994, a Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Presente em todos os estados brasileiros, a Anhanguera presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a instituição passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: o sitee o blog.

 

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