Cerca de 50 alunos participaram da atividade. Atividade faz parte da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica que pretende estimular interesse por astronomia, física e ciências.


Com o objetivo de estimular interesse científico e fomentar o interesse dos jovens pela astronáutica, a física, a astronomia e as ciências, cerca de 50 alunos que participam da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da 16ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), lançaram foguetes feitos de garrafas PET ao céu, nesta quinta-feira (19), em Brasília.


O evento é organizado pela Sociedade Astronômica Brasileira em parceria com a Agência Espacial Brasileira em escolas públicas, privadas, urbanas ou rurais, para difundir os conhecimentos em astronomia. Diferentemente da OBA, que é uma prova teórica, a MOBFOG é uma competição prática de lançamento de foguetes.


O aluno do 3° ano do ensino médio, Vitor Nesi Kurovski, que participa da olimpíada e da mostra desde o ensino fundamental, conta que os eventos são importantes para a formação dele. Para o adolescente, reunir teoria e prática torna a aprendizagem mais interessante.


"Esse também é um momento de reforçar as parcerias. Eu não fiz isso [o foguete] sozinho, fiz em conjunto com os meus amigos", diz o estudante.


A MOBFOG avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa PET, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. Para a professora e assessora da área de Ciências da Natureza, Rosely Braz, do Colégio Marista João Paulo II, da Asa Norte, o principal é trazer a teoria para atividades práticas e incentivar a ciência.


''O objetivo é estimular os estudantes a terem curiosidade e interesse pela ciência, não só a física, mas também a astronomia e a astronáutica. Eles têm, nesse momento, a oportunidade de entender a importância do peso, da gravidade e vários outros conceitos", diz a professora.


Luiza Nodari Neves, aluna do 3°ano do ensino médio, conta que participar da Olimpíada é importante para a sua formação acadêmica porque incentiva a aplicação pratica dos conhecimentos adquiridos na sala de aula. ''Essa atividade é pra a gente conseguir construir uma base prática e teórica, aí, ficamos mais preparados para exames, tipo o Enem'', diz Luiza.

Alunos e professores juntos

Os professores auxiliaram os lançamentos dos foguetes produzidos na escola. Depois, mediram o alcance obtido por cada um, do ponto de lançamento até o local onde o foguete parou. O resultado da competição deve ser divulgado entre 21 e 31 de maio. Segundo a professora Rosely Braz, apesar de se tratar de uma competição, a cooperação entre os grupos e as duplas, ou trios, responsáveis por cada foguete é outro ponto positivo do trabalho. ''Isso favorece o trabalho em equipe, a cooperação, e permite entender a necessidade de parcerias'', diz Rosely.

No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcançarem os melhores resultados ganham também medalhas. Já a prova escrita da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica é nesta sexta-feira (20), presencialmente, na escola.


Fonte: G1